Cristianismo Confortável x Cristianismo Bíblico

Uma reflexão honesta sobre o contraste entre o cristianismo confortável e o cristianismo bíblico, que chama à cruz, à renúncia e a uma fé que transforma de verdade.
Cristianismo confortável x cristianismo bíblico | Roger Funchal

Cristianismo confortável x cristianismo bíblico | Roger Funchal

Cristianismo confortável x cristianismo bíblico

Tenho percebido algo que me inquieta profundamente:
muitos querem Jesus como Salvador, mas poucos O querem como Senhor.

O cristianismo que mais cresce hoje é o que promete alívio sem arrependimento, conforto sem cruz e bênção sem transformação.
Funciona bem. Atrai multidões.
Mas não se parece com o cristianismo que vejo nas Escrituras.

Dois cristianismos, dois caminhos

Existe um cristianismo que se adapta ao estilo de vida do discípulo.
E existe o cristianismo bíblico, que confronta, transforma e redefine esse estilo de vida.

Um evita desconfortos.
O outro nos chama para a renúncia.

Um preserva o ego.
O outro crucifica o eu.

O chamado claro de Jesus

Jesus nunca suavizou o convite:

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mateus 16:24)

Esse não é um convite ao conforto.
É um chamado à morte do ego, à renúncia diária e à obediência custosa.

O cristianismo bíblico não começa quando tudo melhora.
Ele começa quando o “eu” deixa de governar.

Quando o conforto se torna um ídolo

O problema não é ter conforto.
O problema é precisar dele para obedecer.

Quando o conforto se torna prioridade:

  • evitamos mensagens que confrontam

  • chamamos arrependimento de “peso”

  • tratamos santidade como exagero

  • transformamos a graça em licença

E assim criamos um cristianismo moldado à nossa conveniência, não à vontade de Deus.

A fé que não custa nada

Uma fé que não custa nada, no fim, não vale nada.

O cristianismo bíblico sempre teve preço:

  • No Getsêmani

  • Na cruz

  • Na vida dos apóstolos

  • Na história da Igreja

Não foi confortável.
Mas foi verdadeiro.

Nossa realidade hoje

Vivemos em uma geração que evita qualquer tipo de desconforto.
Cancelamos o silêncio, fugimos do sofrimento, anestesiamos a dor.

Queremos um Deus que nos console, mas não que nos confronte.
Que nos abrace, mas não que nos transforme.

Só que o Jesus bíblico faz as duas coisas.

A cruz ainda está no centro?

O cristianismo confortável tira a cruz do centro e a substitui por conveniência.
O cristianismo bíblico mantém a cruz onde sempre esteve: no coração da fé.

Sem cruz, não há discipulado.
Sem renúncia, não há transformação.
Sem morte do eu, não há vida em Deus.

Um chamado honesto

Esse texto não é contra pessoas.
É contra uma versão diluída do evangelho.

É um convite para avaliarmos nossa fé com honestidade:
Estamos seguindo Jesus…
ou apenas usando Jesus para viver melhor?

Ainda há esperança

A boa notícia é que o caminho estreito ainda está aberto.
A cruz ainda chama.
E a graça ainda nos capacita a obedecer.

O cristianismo bíblico não é confortável —
mas é o único que conduz à vida.

Que não escolhamos o que é mais fácil,
mas o que é verdadeiro.

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