“Cuidado com os religiosos que sabem parecer santos.”
Há palavras de Jesus que não confortam — elas incendeiam.
Lucas 20:46–47, na Tradução King James Atualizada, não acaricia consciências; elas as rasgam.
“Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com roupas talares, de serem saudados nas praças públicas e de ocuparem os primeiros lugares nas sinagogas e os lugares de honra nos banquetes; eles devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Estes sofrerão condenação muito mais severa.” (Lucas 20:46–47 – KJA)
Quando leio isso, não consigo apontar o dedo para “os escribas”.
O texto aponta para mim.
O perigo não é o pecado escancarado — é a piedade encenada
Jesus não está falando com incrédulos, mas com especialistas em Bíblia, homens que sabiam orar, ensinar e parecer espirituais. O problema não era a capa religiosa — era o coração faminto por aplauso.
Eles gostavam:
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de serem vistos
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de serem chamados
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de serem honrados
A fé deles precisava de plateia.
E toda fé que precisa ser vista já deixou de ser verdadeira.
Longas orações podem ser cortinas de fumaça
Jesus revela algo assustador:
orações podem ser usadas para esconder injustiça.
Enquanto levantavam a voz para Deus, exploravam os fracos.
Enquanto falavam de santidade, devoravam vidas.
A espiritualidade deles não protegia viúvas — se alimentava delas.
E Jesus diz algo que faz o chão tremer:
“Estes sofrerão condenação muito mais severa.”
Não é juízo comum.
É juízo agravado.
Porque usaram Deus como ferramenta de autopromoção.
O espelho que esse texto coloca diante de mim
Esse texto me obriga a perguntar:
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Minhas palavras públicas correspondem ao meu secreto?
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Minha aparência espiritual é maior que meu temor a Deus?
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Estou servindo pessoas ou usando pessoas para sustentar meu ministério, imagem ou ego?
Vivemos dias em que é fácil parecer espiritual — basta saber falar.
Mas Deus não avalia performance; Ele pesa o coração.
A revelação que me atravessa
Deus não se impressiona com roupas, títulos ou microfones.
O céu não se move por discursos longos, mas por arrependimento profundo.
Jesus não denunciou pecado “lá fora”.
Ele expôs a podridão que cresce dentro da religião quando a cruz é substituída pelo status.
Minha decisão diante desse texto
Hoje, escolho temer mais o olhar de Deus do que a aprovação dos homens.
Prefiro uma fé sem palco e com lágrimas.
Prefiro silêncio com integridade do que voz com hipocrisia.
Que Deus me livre de:
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usar a oração para esconder pecado
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usar a Bíblia para inflar o ego
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usar o nome d’Ele para construir um trono pessoal
Porque no fim, não será o tamanho do meu ministério que será julgado, mas a verdade do meu coração.





